Espécies de Árvores de Madeira Nobre: Plantio como investimento

Considerado como uma poupança verde ou até uma aposentadoria, o plantio de madeira nobre atrai investidores por ser um ativo físico seguro e um investimento de baixo risco com alto retorno. A madeira plantada em sua propriedade, bem cuidada, cresce naturalmente todos os dias e quanto mais velha mais valiosa.

O ‘’blend’’ de madeira nobre composto pelas Khayas spp. (Mogno), Tectona grandis (Teca), Cariniana legalis (Jequitibá-rosa), Tabebeuia heptaphylla (Ipê) e Hymenaea courbaril (Jatobá), nos mostram espécies produtoras de madeiras com reputação secular e mundial, duráveis, fáceis de trabalhar, atraentes, fortes e relativamente leves. O mercado enfrentará uma grande oferta de madeira branca (de qualidade, preços e possibilidades de trabalho inferiores) e, por isso, madeiras de diferentes tonalidades e qualidade superior, como as espécies citadas acima, assegurarão um mercado diferenciado.

A Forte Florestal é responsável pelo manejo florestal, ou seja, pela condução das atividades necessárias para a implantação, manutenção e colheita das florestas plantadas, buscando a melhoria das condições econômicas, ambientais e sociais do empreendimento. 

Qual espécie vou plantar?

Até chegar na combinação mais adequada de espécies a serem utilizadas para o projeto comercial do plantio florestal, a Forte Florestal realizou uma profunda pesquisa e chegou a importantes conclusões, algumas inéditas.

Durante este período, as espécies demonstraram suas particulares positivas e negativas, principalmente pelo fato de serem mudas produzidas com sementes e sem melhoramento genético. O guanandi provou que seu ciclo de corte deve ser maior que 20 anos para produzir toras acima de 30 cm e com grande incidência de galhos necessitando de podas complexas. O cedro australiano apresentou grande susceptibilidade a pragas e doenças que comprometeram seu crescimento. A teca sofreu uma deriva genética causada pela reprodução intensiva de árvores parentes, sofrendo com o ataque da ferrugem no território nacional.

Nos mognos africanos o grande dilema de qual é o melhor: o senegalensis ou o ivorensis?

O que se constatou foi uma oferta de sementes importadas do senegalensis de excelente qualidade e a falta de sementes do ivorensis devido a não haver decreto autorizando a importação e às poucas árvores irmãs produzindo sementes no Brasil. Esta falta de sementes do ivorensis fez com que algumas empresas multiplicassem as mudas de sementes por estacas e comercializassem como se fossem clones melhorados, o que causou transtorno a alguns plantadores.

Vimos também que realmente o ivorensis cresce mais que o senegalensis e tem uma forma de tronco melhor, porém mostrou-se susceptível ao ataque de pragas e doenças como a famosa broca do mogno Hypsipyla grandella, fungos foliares e de tronco, porém mesmo assim não inviabilizam o investimento, mas o risco ao longo prazo é maior.

Mais fundo descobriu-se que na verdade a Khaya ivorensis, que vem sendo plantado no Brasil, é a Khaya grandifoliola, uma outra espécie de mogno africano, tão boa quanto o verdadeiro ivorensis.

Plantios do verdadeiro ivorensis no Brasil mostraram-se altamente susceptíveis à broca do mogno, inviabilizando o investimento. Exemplares desta espécie podem ser visitados na Reserva da Vale/ES.

Definição do “blend” de madeira nobre da Forte Florestal:

Todos esses fatos relatados contribuíram para o desenvolvimento do cultivo de madeira nobre e hoje o Brasil possui o melhor clone de teca do mundo, clones melhorados de cedro australiano, clones melhorados do mogno grandifoliola e pesquisas em andamento para produção de clones melhorados do senegalensis e jequitibá rosa.

Considerando todo o exposto acima selecionamos nosso ‘’blend florestal’’ composto por: Mogno Senegalensis, Mogno Grandifoliola, Teca e Jequitibá Rosa, plantio misto das 4 espécies, competição positiva entre as árvores, diminuição de risco de pragas e doenças e diversificação de produtos.

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