Entenda os tipos de retorno envolvidos no investimento florestal

O Vale do Ribeira é o maior remanescente contínuo de Mata Atlântica do Brasil, considerado o mais importante corredor socioambiental do bioma, sendo lhe conferido o título de Reserva da Biosfera da Mata Atlântica e Patrimônio da Humanidade.

Nosso projeto contribui diretamente para a preservação do bioma, pois cada propriedade possui obrigatoriamente 20% de seu total com Reserva Legal de Mata Nativa e 20% de matas ciliares ao longo de rios e nascentes.

Isso, somado ao cultivo comercial de árvores nas áreas produtivas, potencializa os ganhos ambientais, como o sequestro de carbono e abrigo para a fauna.

Investindo em árvores estamos investindo no presente e futuro ambiental do planeta, neutralizando nossa emissão de CO2 diária e gerando créditos de carbono.

Social

As florestas acompanham a humanidade desde os primórdios do mundo, sustentou impérios e nos sustenta até hoje. Este mesmo sustento é o que gera oportunidades de emprego, renda e novas alternativas de produção às comunidades locais do Vale Ribeira, que, injustamente, por ser a região que mais preserva, é a mais pobre do estado de São Paulo.

O enorme potencial agrossilvipastoril da região é o que sustenta nosso projeto, gerando 1 emprego fixo a cada 10 hectares plantados, transformando a paisagem e economia local com uma nova oportunidade de produção.

Financeiro

As Florestas Plantadas como investimento

Uma das características distintas e próprias do negócio florestal são os prazos que transcorrem entre o estabelecimento da plantação e venda da madeira. Seu maior ou menor êxito, medidos em termos econômicos clássicos como a rentabilidade, dependerá de uma série de variáveis, algumas das quais são controláveis pelo produtor, como: estabelecimento, manutenção, manejo e corte da floresta; outras são externas como: intempéries climáticas e mercado, sendo que o risco das variáveis do produtor pode ser baixo ou nulo.

As florestas plantadas podem ser consideradas um investimento que, de uma só vez, reúne características de um investimento em imóveis, de uma commodity e de um título de renda fixa. É um bem imóvel, pois a área da floresta não deixa de ser um imóvel como outro qualquer; tem características de uma commodity, em função dos preços da madeira que oscilam no mercado organizado; e se assemelha a um título de renda fixa, em função da previsibilidade da taxa de crescimento biológico das espécies.

É difícil predizer a viabilidade financeira das plantações florestais, pois dependem de muitos fatores, inclusive os preços que se pode conseguir no mercado interno e externo, a quantidade ofertada, mercado de carbono, isto é, as oportunidades são muitas. Por isso, a estimava de receitas refere-se aos preços atuais praticados no mercado de madeira serrada nacional, adotando, assim, uma postura conservadora, considerando o piso de rentabilidade que já torna o investimento atrativo.

Crescimento biológico

O crescimento das árvores leva a um incremento de sua massa e, na medida em que a árvore cresce, as toras de maior diâmetro se tornam mais valiosas independentemente da altura da árvore.
Em um cenário de preços constantes, esta taxa de crescimento biológico das árvores cria um “piso” para o retorno do investimento em madeira. Entretanto, a taxa de crescimento biológico da madeira não é linear. Nos primeiros anos a madeira apresenta um crescimento baixo, que depois do quarto ou quinto ano acelera e estabiliza quando a árvore atinge a maturidade.

  • 61% relacionado ao crescimento biológico;

  • 33% relacionado aos preços da madeira;

  • 6% relacionado à valorização da terra.

Aumento de preço

Diversos fatores macroeconômicos influenciam o preço da madeira, como por exemplo: crescimento da população, Produto Interno Bruto (PIB) per capita, nível de atividade do setor de construção civil, taxa de juros e o nível atividade econômica. Além destes fatores, a disponibilidade de terra também influencia os preços da madeira no longo prazo. Apesar de se tratar de um recurso renovável, as áreas para a plantação de madeira são limitadas.

Devido às atuais condições de exaustão dos estoques naturais de madeira tropical e proibições de corte de florestas naturais, as tendências indicam uma valorização de 30% sobre o preço básico da madeira, por se tratar de um produto produzido em reflorestamentos certificados e pela baixa oferta.
Normalmente, o produto “madeira tropical” sofre uma valorização anual de 1,5%, levando em consideração os últimos 20 anos.

O mercado paga mais à medida que a árvore cresce em diâmetro e sua utilização torna-se possível para a fabricação de produtos com maior valor agregado. Há um acréscimo considerável no valor da árvore quando atinge o patamar necessário para a produção de laminados ou quando a madeira serrada é transformada no produto final.

Este crescimento atribuído à mudança de patamar equivale a um acréscimo real no valor da ordem de 1 a 2% ao ano. Este processo de valorização só deixa de ocorrer, à medida que a árvore envelhece e começa a apodrecer e perder a sua qualidade.

Manejo
Florestal Ativo

A taxa de crescimento da madeira e o acréscimo de valor podem ser maximizados através de práticas de manejo florestal, tais como a poda e a escolha correta do momento do corte. Por exemplo, a remoção de árvores doentes, com má formação ou de espécies não desejadas, permite às árvores saudáveis (e mais valiosas) crescerem mais rápido. Outras práticas de manejo que podem ser adotadas são: o controle de outros tipos de vegetação que competem no mesmo ecossistema, controle de pragas que possam prejudicar as árvores, variabilidade nos espaçamentos dos plantios, variabilidade de idades das árvores, aumento do conteúdo da matéria orgânica no solo, métodos de conservação da colheita que diminuam a compactação e perturbação do solo, controle de incêndios florestais e uso múltiplo das florestas plantadas.

O manejo ativo pode incrementar a taxa de retorno em 1 a 3% ao ano.

Retornos
adicionais

Além dos fatores descritos anteriormente, há outras formas de adicionar valor a um ativo florestal através da exploração de oportunidades que vão além da utilização da madeira. Por exemplo: o aproveitamento de oportunidades no mercado de terras, a utilização da plantação para a prestação de “serviços ambientais”, tais como o sequestro de carbono, a conservação de mananciais e a preservação da biodiversidade florestal, que podem ser remunerados através de instrumentos como a venda de créditos de carbono e pagamento por serviços ambientais.

Outra forma de adicionar valor a um ativo florestal é o consórcio agrossilvipastoril. Desde que bem planejado e implantado desde o início do plantio florestal, tem grande potencial de custear os gastos anuais com os tratos culturais da plantação.

Oferta

É necessário levar em consideração a elasticidade da oferta de madeira. Os proprietários de florestas não são obrigados a cortar sua madeira em um momento em que as condições de preço estejam desfavoráveis.

Ao contrário dos produtos agrícolas, a madeira que permanece em pé não perde a validade.
Além disso, diferentemente do petróleo ou metais que são commodities que também podem ser estocadas, os plantadores de florestas têm o crescimento da madeira como uma compensação para o valor do dinheiro no tempo que é perdido por não cortar e vender a madeira em determinado momento. É verdade que há limites nesta habilidade de estocar valor na madeira em pé, pois, a partir de certo momento, o crescimento da madeira deixa de compensar a perda do valor do dinheiro no tempo. Porém, este intervalo de tempo em que se pode postergar o corte é largo.